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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Brasil sofre mudanças na ortografia para unificação com países


Por Karina Pinheiro


Brasil vive o período de mudança na língua portuguesa. Aquele velho costume de colocar acento circunflexo e o trema nos hiatos átonos, assim como outras regras, com a reforma sofrerão mudanças ou serão extintos em vários países. As alterações serão apenas na ortografia, porém será o suficiente para confundir alunos, concurseiros e até mesmo professores.



Hoje, o português é falado por cerca de 230 milhões de pessoas em oito países diferentes (Brasil, Cabo verde, Moçambique, Portugal, Angola, Guiné-Bissau, Timor leste, São Tomé e Príncipe). A idéia da reforma ortográfica surgiu para unificar o idioma nesses países e, porque os brasileiros formam a maior nação participante da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, Ainda assim, a Organização das Nações Unidas – ONU ainda não adotou o Português como uma de suas línguas oficiais, causando, algumas complicações na hora de se relacionar com esses países.

A pedagoga Graziela Furtado, 30, afirma que é imprescindível a reforma na língua portuguesa. “Temos em nosso grandioso dicionário muitas palavras que são mal utilizadas ortograficamente e com a extinção do trema, por exemplo, que na maioria das vezes não é utilizado, acabará tornando o erro em acerto”.

Mesmo com toda a proposta de mudança, alguns países não concordam com o acordo, como por exemplo, Portugal. Os cidadãos portugueses são os que mais sofrerão com as mudanças e por isso afirmam que seria como aderir a uma influência brasileira, tendo em vista que é o Brasil o maior país que fala a língua.

Para se adequar às novas normas, o Ministério da educação fez a Resolução/CD/FNDE nº17, de 7 de maio de 2008, que autoriza e obriga a adequação dos livros didáticos às mudanças implementadas pelo acordo ortográfico até 2010.

Confira algumas mudanças na reforma Ortográfica:
Trema: o acento será eliminado. Portanto, ‘Conseqüentemente’ passa a ser ‘Consequentemente’.
Acentos em ditongos: acaba o acento nos ditongos 'ei' paroxítonos. Dessa maneira, 'idéia' vira 'ideia'.

Acento circunflexo: quando dois 'os' ficam juntos também some. Logo, 'vôo' vira 'voo'.

Hífens: sai a maioria dos hífens em palavras compostas. Assim, pára-quedas vira paraquedas. Será mantido o hífen em palavras compostas cuja segunda palavra começa com h, como préhistória. Em substantivos compostos cuja última letra da primeira palavra e a primeira letra da palavra são as mesmas, será feita a introdução do hífen. Assim microondas vira micro-ondas.


Para saber mais clique aqui...

MEC orienta na hora da escolha do curso e da Instituição superior

por Karina Pinheiro


Para quem está prestes a entrar na faculdade, escolher um curso qualificado numa instituição conceituada não é uma tarefa muito fácil. A dúvida e até mesmo o medo de comprar ‘gato por lebre’ podem dificultar a decisão de fazer um bom curso e se formar na faculdade desejada.

O que muitos não sabem é que as Instituições de Educação Superior (IES), assim como os cursos superiores, precisam de autorização para funcionar regularmente.

A primeira coisa que o estudante deve fazer é pesquisar se o curso tem a autorização do Ministério da Educação (MEC), o primeiro passo para funcionar. Após um ano em atividade, a instituição, que deve também ser credenciada pelo MEC, pode pedir o reconhecimento do curso.

A estudante de Letras, Ana Paula Pinheiro, 35, quase teve problemas na hora de pedir sua transferência para uma faculdade em outra cidade. “Eu fiz o vestibular e só depois do primeiro semestre, quando fui pedir transferência, é que fiquei sabendo que a documentação viria do Ceará, que é onde fica a sede da faculdade. Então fui pesquisar informações e descobri que o curso na cidade que eu estava não era reconhecido pelo MEC”, relata a estudante que resolveu investir em outra faculdade.

O processo de reconhecimento é necessário para que o curso possa conferir diploma aos concluintes. O procedimento se dá enviando a documentação à Secretaria de Ensino Superior - SESu/MEC, para uma posterior avaliação das condições de ensino, realizada pelo INEP. A partir dessa avaliação, a SESU/MEC emitirá um documento recomendando ou não ou reconhecimento, com um prazo de até cinco anos.

Criação, autorização e reconhecimento de cursos


É importante saber que as universidades e os centros universitários são os dois únicos tipos de instituição com autonomia para criar ou fechar cursos sem autorização prévia. Mesmo assim, há um limite quando essas instituições quiserem abrir novos cursos ou incorporar cursos existentes fora de suas sedes. Nesse caso também precisarão de autorização. A regra tem o objetivo de ajudar às instituições a crescer e expandir geograficamente, porém, com qualidade.

Passada a autorização, a instituição deverá solicitar ao Ministério da Educação o reconhecimento quando cumprir 50% de seu projeto curricular. A partir do reconhecimento, se o curso estiver quatro anos ou mais de funcionamento estará habilitado a conferir diploma aos seus alunos.

O estudante de marketing, Wendell Schimidt, 22, concorda que as medidas do MEC para autorizar e reconhecer uma instituição precisam ser rígidas. “Deve mesmo existir um órgão competente para regulamentar e fiscalizar a educação do nosso país, pois se já sendo autorizados já existem muitas irregularidades, imagine sem controle”, diz o estudante.

Visitar as instalações aonde funcionará o curso, principalmente se houver previsão de aulas práticas em laboratórios, também é importante. Caso esteja optando por um curso diferente, cuidado! A desvantagem é o fato de serem carreiras incertas, e você pode acabar sendo trocado por outra pessoa que não é formada, mas faz o mesmo serviço.

Maiores informações acesse o site: www.educacaosuperior.inep.gov.br