terça-feira, 22 de julho de 2008

A informação como produto final




Caro leitor,



Lembro-me que, no primeiro semestre da faculdade, o professor nos perguntava por que ser jornalista. A resposta era, na maioria das vezes, a mesma: o prazer em ler e o prazer de escrever. Parece óbvio demais. Mas não era só isso. Descobrimos ao longo do curso que queríamos ter o prazer em informar a verdade.

No ano em que comemoramos duzentos anos da imprensa no Brasil, com debates sobre ética e liberdade dentro da profissão, a equipe da “Revista Colação” elaborada por estudantes de jornalismo do Unicesp sente-se gratificada em proporcionar ao cidadão a prática desse aprendizado.

Ao falarmos de ética e liberdade para o público acadêmico temos a certeza de que estamos nos conectando com diversos setores da sociedade - a internet faz acontecer. Ela antevê o amanhã. Estamos no começo de uma carreira repleta de desafios, preconceitos, dúvidas e considerações. Reflexões morais devem ser feitas diariamente, quase como uma oração matinal.

Podemos afirmar que ao longo de todos esses semestres de amizades, cumplicidades, choros, desculpas, preguiças, inspirações, dificuldades, desentendimentos e solidariedade, tudo, tudo mesmo valeu à pena.

Como futuros jornalistas, colocamos nosso aprendizado a partir de agora para você leitor, nosso mais novo amigo, num blog informativo suave, com leitura dinâmica e interessante.

Através das nossas editorias, você pode saber o que acontece dentro e fora do universo acadêmico. A editoria de educação mostra as ações do Ministério da Educação, dentre outras, para as universidades, como por exemplo a mudança ortográfica ou a orientação para a escolha de uma faculdade. Temos também as oportunidades e estágios dentro da sua área de atuação e, se quiser ir um pouco mais além visite a editoria de intercâmbio. Já a seção de tecnologia mostra novidades que podem ajudar o acadêmico em seus trabalhos.

A Revista Colação traz, ainda, cultura, perfis, lazer, esportes, humor, crônicas, opinião e conta também com entrevistas e matérias especiais que poderão ajudá-lo na escolha da profissão. Tudo feito com muito carinho e dedicação. Pois o que escrevemos a você é o que sentimos, é o que acreditamos, é o que vivemos. As notícias nem sempre são boas, mas fazem parte da realidade que nos cercam.

Certamente a notícia que chega até você é fruto de um trabalho sério e digno de sua confiança, afinal, para nós, a informação é o produto final do nosso compromisso com a verdade e acreditamos que a verdade é a base para a ética, a moral e a liberdade de expressão.
Navegue por nossa revista e boa leitura!
Abraços,


Márcia Henderson
Editora
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Edição 1 - julho/2008
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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Sétimo semestre termina arrebatando ou arrebentando com estudantes


Crônica por Márcia Helayne





Final do 7º semestre é momento de refletirmos sobre o aprendizado, as experiências obtidas com professores, amigos de equipes e com os equipamentos que muitos lutaram para obter da faculdade. Aprendemos muito sobre: como manusear uma câmera, a editar em salas de laboratórios com problemas de fones. Professores amigos tentavam nos ajudar de todas as maneiras nos ensinando de forma precária, mas com sabedoria.

Professores bons, porém muito exigentes, querem os melhores estudantes de jornalismo com ética, estudantes que saibam escrever bem para poder entrar no mercado. Estudantes que saibam se portar em um concurso de comunicação e com uma teoria bem aprofundada para se sairem bem aí fora, neste mundo globalizado.

A experiência com uma turma do 1º semestre com a nossa foi interessante e tivemos um bom relacionamento. Houve diferenças gritantes e acho que outra instituição não deveria fazer a experiência, mesmo as duas turmas sendo boas e tendo pessoas interessantes e inteligentes. Trocamos idéias e o que resta a todos os estudantes é lembrar que somos profissionais e que a humildade é necessária e mora sempre em cada atitude que tomamos.

Começamos a sentir uma pontinha de saudade dos professores, os quais convivemos durante alguns semestres e que nos apegamos e nos surpreenderam! Mestres bons, mesmo de outros semestres, e porque não dizer do sétimo também.

Nesse final de semestre é momento de refletir sobre todas as experiências, sabedorias, tristezas, alegrias, exaltações e dificuldades. Também devemos recordar o cansaço que passamos durante esses últimos meses, sem férias, devido à restauração de nossa faculdade depois de longos problemas em que ficou fechada, não por causa de professores, mas por problemas internos dela mesma. E Deus é pai não a deixará passar novamente pelo que viveu.

Mesmo cansados e cheios de trabalhos, vencemos o 6º semestre. Não foi nada fácil. Como disse um ex-reitor do Unicesp: “entrar em uma faculdade particular é fácil, o difícil vai ser concluir o curso”.

Muitos trabalhos teóricos e práticos. Entrega de trabalhos em semanas que nos deixaram cansados, estressados e perturbados. Quem trabalha, quanta luta foi para explicar aos chefes sobre os trabalhos que precisávamos fazer na faculdade durante o dia, ou nos finais de semana.

Projetos a serem apresentados, graças à orientadora que nos mostrou o caminho a percorrer, e que, no primeiro projeto, junto a outros trabalhos não foi fácil. Mas valeu orientadora! Apesar das dificuldades, aprendemos a amar e a fazer um projeto com consciência.

Acostumados a entender o bom professor, o sétimo não entendeu o por quê da saída do professor Joaquim no meio do 2º semestre. Para nós, a entrada do outro professor foi boa, mas o primeiro é muito bom e nos fez grande falta, pelo menos alguns estudantes declararam isso, inclusive eu.

Sofremos, lutamos e estamos aqui, às três horas e cinqüenta e um minutos, tentando fazer uma crônica de como é esse semestre de universitários, futuros jornalistas. Muitos estão no caminho, outros querem o canudo, outros querem sair daqui aprendendo para fazer a diferença lá fora.

Agora tenho certeza que apesar das lutas, doenças e dificuldades, estamos todos no caminho certo e tenho a seguinte conclusão (certa que no futuro quero ser radialista): aprender mais sobre o “InDesign”, edição, “Premiere” e fazer um grande documentário sobre tudo que aprendi.

Daqui para frente buscarei conhecimento sobre jornalismo na prática com ética. Fazer um jornalismo com sabedoria respeitando, se possível, todas as leis que aprendi sobre a imprensa e o bom jornalista, que para obter furos respeita as fontes, e com uma boa checagem dos fatos se faz uma boa reportagem (não esquecendo que uma boa máquina de fotografia é material que não pode faltar ao bom jornalista, inclusive um gravador. Ajuda muito mesmo), traz no cérebro toda a sabedoria que o bom professor universitário nos passou de sua sábia experiência e nos transformará no futuro jornalista que queremos ser.

Que venha o próximo semestre, venha TCC2, venha outra matéria e orientações. Deus é Pai e nos atingirá com sua sabedoria para alcançarmos nosso objetivo de sermos jornalistas do bem. Já são 4h14min. A cama sente falta de você estudante de jornalismo ou é você quem sente falta dela? Essa é outra crônica que, quando for possível, alguém poderá até ajudar-me. Agora, o sono forte, talvez causado pelos medicamentos, me faz parar.

Novas Profissões, novas Oportunidades

Se especializar é preciso


Por Antônio de Pádua



Humberto César Carvalho trabalha na área de Telecomunicações há doze anos. Formado Técnico em Eletrônica, atribui seu sucesso profissional a feliz decisão de abdicar do ensino fundamental pelo técnico. Na década de 30, durante o governo de Getúlio Vargas, para atender à crescente industrialização brasileira, surgiram às primeiras Escolas Técnicas. À época, apesar da necessidade, esse tipo inovador e prático de ensino, não era bem visto pela parcela mais conservadora da sociedade. “Eu fui muito criticado naquele tempo, pois os cursos técnicos eram vistos com maus olhos. Diziam que era curso para aprender a apertar parafuso”, recorda Carvalho. Hoje, ele se orgulha de ter uma profissão especializada que há tanto tempo garante o sustento da sua família.

Certa de sua afinidade com o ramo, e após ter feito uma longa pesquisa de mercado para ter certeza que não ficaria desempregada depois de formada, no ano passado, Louise Referindo se matriculou em um curso de graduação em Design de Moda. “Fiquei muito admirada como existem empresas necessitando de profissionais do ramo, em Brasília. Existem vários pólos de moda aqui, inclusive, agora no terceiro semestre, eu já consegui um estágio. Percebi que realmente essa é minha vocação e pretendo me especializar ainda mais.”

Assim como Humberto e Louise, milhares de pessoas estão em busca de oportunidades reais e nada tradicionais no mercado de trabalho. E, as opções atendem aos mais variados gostos. As Faculdades e Universidades do Distrito Federal refletem bem essa realidade. Na terra dos concursos públicos, cursos tradicionais como Direito, Letras, Pedagogia, Medicina, etc., ainda são os que mais atraem.

No entanto, novos cursos como, por exemplo, Tecnólogo em Telecomunicações oferecido pelas Faculdades NDA, Design de Moda oferecido pela faculdade IESB e Aviação Civil oferecido pelas Faculdades Integradas UNICESP, são cada vez mais procurados pelos alunos antenados com as novas tendências do mercado.


De olho no mercado





Hoje o mundo globalizado e competitivo, aliado à informatização e ao advento quase que diário de novas tecnologias, exige profissionais cada vez mais especializados. Para atender essa demanda, assim como as Escolas Técnicas na época de Getúlio, as entidades de Ensino Superior se adaptam a essa realidade.

Para tal, oferecem cursos sob medida de olho nas tendências e necessidades do mercado. Diferente da fase do Estado Novo, não são apenas as indústrias que necessitam de mão-de-obra especializada. Atualmente todas as áreas foram invadidas pela informática, e este é o campo com maior necessidade de profissionais especializados.

Confira os cursos nada tradicionais oferecidos por algumas Entidades de Ensino Superior do Distrito Federal:

IESB


UniCeub



UniCesp
Aviação Civil

UniEuro




Tânia Laura (primeira acima) e sua turma do curso de Gastronômia no Iesb



Há vagas

O Brasil está no bloco dos países emergentes, que inclui ainda Rússia, Índia e China. Conquistar um crescimento de no mínimo 5% ao ano é impossível sem mão de obra especializada. "A falta de disponibilidade de mão-de-obra técnica pode impedir o crescimento, sem dúvida nenhuma", disse José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras. "Esse é um grande desafio para o País". Garante.

É necessário um maciço investimento em educação para suprir essas vagas e evitar que sejam preenchidas por mão-de-obra estrangeira. Isso é o que está ocorrendo no mercado de trabalho nacional. No crescente setor de petróleo e gás, as companhias buscam trabalhadores estrangeiros porque não há brasileiros qualificados para vários postos.

Essa realidade impulsionou o crescimento de empresas brasileiras ao negócio da educação. Algumas ensinam o básico da língua e aritmética aos serventes e trabalhadores manuais. Outras oferecem cursos mais avançados que ajudam trabalhadores de linha a entender melhor a matemática, ciência e composição. Já as maiores companhias aumentaram a quantidade de treinamento a seus engenheiros e profissionais.

No entanto a iniciativa maior deve partir do Estado. Enquanto algumas empresas podem investir em profissionais, outras não contam com tais recursos e têm seu crescimento prejudicado. Por isso, se especializar é preciso!



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Brasil sofre mudanças na ortografia para unificação com países


Por Karina Pinheiro


Brasil vive o período de mudança na língua portuguesa. Aquele velho costume de colocar acento circunflexo e o trema nos hiatos átonos, assim como outras regras, com a reforma sofrerão mudanças ou serão extintos em vários países. As alterações serão apenas na ortografia, porém será o suficiente para confundir alunos, concurseiros e até mesmo professores.



Hoje, o português é falado por cerca de 230 milhões de pessoas em oito países diferentes (Brasil, Cabo verde, Moçambique, Portugal, Angola, Guiné-Bissau, Timor leste, São Tomé e Príncipe). A idéia da reforma ortográfica surgiu para unificar o idioma nesses países e, porque os brasileiros formam a maior nação participante da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, Ainda assim, a Organização das Nações Unidas – ONU ainda não adotou o Português como uma de suas línguas oficiais, causando, algumas complicações na hora de se relacionar com esses países.

A pedagoga Graziela Furtado, 30, afirma que é imprescindível a reforma na língua portuguesa. “Temos em nosso grandioso dicionário muitas palavras que são mal utilizadas ortograficamente e com a extinção do trema, por exemplo, que na maioria das vezes não é utilizado, acabará tornando o erro em acerto”.

Mesmo com toda a proposta de mudança, alguns países não concordam com o acordo, como por exemplo, Portugal. Os cidadãos portugueses são os que mais sofrerão com as mudanças e por isso afirmam que seria como aderir a uma influência brasileira, tendo em vista que é o Brasil o maior país que fala a língua.

Para se adequar às novas normas, o Ministério da educação fez a Resolução/CD/FNDE nº17, de 7 de maio de 2008, que autoriza e obriga a adequação dos livros didáticos às mudanças implementadas pelo acordo ortográfico até 2010.

Confira algumas mudanças na reforma Ortográfica:
Trema: o acento será eliminado. Portanto, ‘Conseqüentemente’ passa a ser ‘Consequentemente’.
Acentos em ditongos: acaba o acento nos ditongos 'ei' paroxítonos. Dessa maneira, 'idéia' vira 'ideia'.

Acento circunflexo: quando dois 'os' ficam juntos também some. Logo, 'vôo' vira 'voo'.

Hífens: sai a maioria dos hífens em palavras compostas. Assim, pára-quedas vira paraquedas. Será mantido o hífen em palavras compostas cuja segunda palavra começa com h, como préhistória. Em substantivos compostos cuja última letra da primeira palavra e a primeira letra da palavra são as mesmas, será feita a introdução do hífen. Assim microondas vira micro-ondas.


Para saber mais clique aqui...

Abaixo o hábito de ler

Por Solange Pereira Pinto (escritora, professora e arte-educadora)


A escola da minha filha tem um programa de leitura chamado ciranda do livro. O objetivo é que cada criança pegue uma obra para ler no fim de semana e faça, na apostila encadernada em espiral, uma atividade pré-determinada (desenhar uma passagem, escolher um personagem favorito, ilustrar a idéia principal, fazer um breve resumo etc.).

Imagino que nem todos os alunos façam a tarefa de bom grado. No início a escola tentou uma competição: a criança que pegasse mais livros na biblioteca ganharia um prêmio ao término do período X. Minha filha logo chiou: “mamãe, assim não vale. Tá muito chata essa história de quem lê mais. Tem gente que só pega livrinho fininho e com muita figura pra ler rápido e pegar outro. Eu que escolhi pelo título, por que achei interessante a história, vou perder. O meu livro é muito mais grosso que os outros!”, choramingou.

Tinha ela razão. Vencer a competição era o objetivo das crianças sob o pretexto da escola de formar o hábito da leitura e quiçá cidadãos do futuro. Nesse meio tempo, crítica daqui, chororô acolá, ficou difícil para a professora lidar com a manobra “pedagógica”, deslindada pela pequena estudante.


O projeto competitivo saiu de cena e a apostila em espiral continuou seu trajeto, às sextas-feiras, mochila adentro; só que agora sem a pressão de se ser o primeiro lugar no ranking de “leituras lidas”. Algumas crianças ficaram aliviadas. Alguns pais também. Ufa!

Chegado o dia de mais uma escolha, minha menina, que se chama Ana (Luísa) optou por pegar um livro chamado Ana e Ana, segundo as palavras dela “achei pela capa que podia ser interessante”. E era. Aliás, é!

O livro de Célia Godoy, ilustrado divinamente por Fé, narra a história das gêmeas Ana Carolina e Ana Beatriz, que idênticas na aparência tentavam se distinguir por cores, roupas, adereços, ainda que “por dentro” fossem bem diferentes nos gostos e afinidades com o mundo. Cresceram e cada uma tomou um rumo, até que...

Até que eu parei para pensar se a leitura é um “hábito-ato” possível de se formar em alguém. Sendo professora há algum tempo e exatamente na área de produção de textos, leitura e interpretação, recordei das principais dificuldades e justificativas dos meus alunos quando perguntados sobre o tal, difundido, alardeado: hábito de ler!

Em geral, se apontam desconcentração, sono, preguiça, falta de exemplos familiares, ausência de livros em casa, dificuldade de entendimento, cansaço, visão embaralhada, e, principalmente, falta de tempo! Questionados sobre este último item, respondem: “ah, professora tem muita coisa melhor a fazer do que ler, como ver TV, praticar esportes, sexo, passear, navegar pela internet...”.

“– Mas céus! Vocês não gostam de ler nada?”, re-interrogo.
“– Também não é assim. A gente lê sobre o que gosta ou sobre o que precisa”.

Se tempo é uma questão de prioridade, e nele a gente ocupa primeiro o que dá prazer ou necessita, aonde entra o esforço pedagógico de formar o hábito de ler? Creio que na vala comum.

Diz o companheiro Houaiss que hábito é “maneira usual de ser, fazer, sentir, individual ou coletivamente; costume, regra, modo, maneira permanente ou freqüente, regular ou esperada de agir, sentir, comportar-se; mania”.

Ora, formar o hábito de ler para quê?

Em certa medida, quem tem uma formação escolar considerada razoável (sei lá o que isso significa) lê o que lhe atrai. Jornais, almanaques, cadernos de esporte, revistas semanais, publicações de fofocas etc, estão pelas esquinas e bem amassadas, indicando que mãos e olhos passaram por ali.

E daí?

Nada!

O hábito de ler, melhor formulando, a prática de ler não significa em essência nada. O costume de ler pode ser um desábito de adquirir conhecimento. Entrar no piloto automático da leitura não traz por si só transformação.

Se ler é um dos caminhos para se chegar ao conhecimento de determinado fenômeno, idéia, verdade, ler por ler é no máximo chegar à aquisição de dados brutos e informações superficiais, massificadas, deglutidas por seus autores para todos.

Hoje deveríamos por em pauta, conclamar, não o desgastado hábito de ler, mas sim o hábito de pensar, o hábito de querer saber, o hábito de ser curioso. Se os próprios considerados – pelos professores – não-leitores admitem ler o que lhes interessa, óbvio seria despertar antes a vontade de conhecer. Ler, por hábito, deveria deixar de ser regra de conduta apregoada pelas escolas. Transformar o pensamento e ampliá-lo por desejo, deveria ser a etiqueta.

Ler é mera conseqüência. A causa é querer sair do lugar-comum, voar sem tirar o pé do chão, pensar para existir... Meu hábito maior é “Ser” e por isso eu leio muito. Dessa forma, vou me desabituando de mim para me habituar às minhas releituras...





(Tirinha criada especialmente para este texto por minha amiga Creisi - veja outras tirinhas aqui)

MEC orienta na hora da escolha do curso e da Instituição superior

por Karina Pinheiro


Para quem está prestes a entrar na faculdade, escolher um curso qualificado numa instituição conceituada não é uma tarefa muito fácil. A dúvida e até mesmo o medo de comprar ‘gato por lebre’ podem dificultar a decisão de fazer um bom curso e se formar na faculdade desejada.

O que muitos não sabem é que as Instituições de Educação Superior (IES), assim como os cursos superiores, precisam de autorização para funcionar regularmente.

A primeira coisa que o estudante deve fazer é pesquisar se o curso tem a autorização do Ministério da Educação (MEC), o primeiro passo para funcionar. Após um ano em atividade, a instituição, que deve também ser credenciada pelo MEC, pode pedir o reconhecimento do curso.

A estudante de Letras, Ana Paula Pinheiro, 35, quase teve problemas na hora de pedir sua transferência para uma faculdade em outra cidade. “Eu fiz o vestibular e só depois do primeiro semestre, quando fui pedir transferência, é que fiquei sabendo que a documentação viria do Ceará, que é onde fica a sede da faculdade. Então fui pesquisar informações e descobri que o curso na cidade que eu estava não era reconhecido pelo MEC”, relata a estudante que resolveu investir em outra faculdade.

O processo de reconhecimento é necessário para que o curso possa conferir diploma aos concluintes. O procedimento se dá enviando a documentação à Secretaria de Ensino Superior - SESu/MEC, para uma posterior avaliação das condições de ensino, realizada pelo INEP. A partir dessa avaliação, a SESU/MEC emitirá um documento recomendando ou não ou reconhecimento, com um prazo de até cinco anos.

Criação, autorização e reconhecimento de cursos


É importante saber que as universidades e os centros universitários são os dois únicos tipos de instituição com autonomia para criar ou fechar cursos sem autorização prévia. Mesmo assim, há um limite quando essas instituições quiserem abrir novos cursos ou incorporar cursos existentes fora de suas sedes. Nesse caso também precisarão de autorização. A regra tem o objetivo de ajudar às instituições a crescer e expandir geograficamente, porém, com qualidade.

Passada a autorização, a instituição deverá solicitar ao Ministério da Educação o reconhecimento quando cumprir 50% de seu projeto curricular. A partir do reconhecimento, se o curso estiver quatro anos ou mais de funcionamento estará habilitado a conferir diploma aos seus alunos.

O estudante de marketing, Wendell Schimidt, 22, concorda que as medidas do MEC para autorizar e reconhecer uma instituição precisam ser rígidas. “Deve mesmo existir um órgão competente para regulamentar e fiscalizar a educação do nosso país, pois se já sendo autorizados já existem muitas irregularidades, imagine sem controle”, diz o estudante.

Visitar as instalações aonde funcionará o curso, principalmente se houver previsão de aulas práticas em laboratórios, também é importante. Caso esteja optando por um curso diferente, cuidado! A desvantagem é o fato de serem carreiras incertas, e você pode acabar sendo trocado por outra pessoa que não é formada, mas faz o mesmo serviço.

Maiores informações acesse o site: www.educacaosuperior.inep.gov.br

Estágio é fundamental

Texto e imagem por Edvaldo Alves


O estágio para o futuro profissional é um requisito importante. Para quem tem a possibilidade de estagiar, há a oportunidade de exercer funções que lhe darão um vasto aprendizado prático.

O IEL (Instituto Euvaldo Lodi) é uns dos institutos intermediadores entre empresa e estudantes. Segundo o diretor geral Antônio Rocha da Silva, 52, os estágios abrem portas para os estudantes, o que facilitará o aprendizado adquirido na escola e na faculdade, possibilitando a entrada no mercado de trabalho. "Os estagiários têm chance, inclusive, de ingressar na própria empresa, para isto a dedicação é fundamental", conclui Antônio.

A Lei do estágio (n° 6.494 de dezembro de 1977) diz em resumo: “contratações de estagiários não são regidas pela CLT e não tem vínculo empregatício. Estudantes do ensino médio e superior podem utilizar esta lei. A jornada de trabalho é no máximo de 6 horas diárias e 30 semanais. Remuneração é determinada pela empresa contratante, de comum acordo, mediante contrato assinado. Este contrato pode ser de seis meses e no máximo dois anos”.

A questão de avaliação compete diretamente à empresa, através de sua chefia ou de um responsável. De acordo com o Fred Chalison, 38, chefe de reportagem do Jornal de Brasília, os critérios são: “responsabilidade, assiduidade, dedicação e trabalho em equipe”. Outro destaque, ainda segundo Chalison, referente ao estagiário “é seu compromisso com sua função, a paixão pelo que faz”, explica.

O estágio pode ser um caminho longo, muitas vezes difícil, mas é um algo que no futuro lhe trará bons frutos. Com esforço e dedicação é a porta para mercado de trabalho. Grandes profissionais de diversas áreas começarem desta forma.
Entrevista

Janaína no lugar certo


A Revista Eletrônica Colação entrevistou a estudante de jornalismo Janaína Camelo, 23, aluna do Centro Universitário Unieuro, que é estagiária no Jornal de Brasília há três meses.

REC: Qual é sua expectativa referente ao seu estágio?
Janaína:
Acho que aqui tenho a oportunidade de aprender o que realmente é preciso pra se trabalhar em jornal impresso e descobrir como é o trabalho de repórter, de apuração e investigação, pois essa é a função que quero exercer dentro do jornalismo. Com isso, as tarefas que eu puder extrair do meu estágio certamente irão fazer grande diferença na minha vida profissional, porque acredito que o que aprendo, atualmente, na prática, é o mais importante para o mercado profissional.


REC: Entre teoria e prática, qual é seu maior desafio?
Janaína: Com certeza a prática é o maior desafio no curso de jornalismo. Porém, é claro que a teoria é importante.

REC: O conhecimento adquirido na faculdade está lhe ajudando no seu estágio?
Janaína: Definitivamente muito pouco do que aprendi foi usado no meu estágio. Na realidade, é mais fácil dizer que o conhecimento que aprendo nos estágios, onde tive as minhas experiências, é que são aplicados na faculdade. Depois que comecei a estagiar, percebi que um aluno de jornalismo que realmente almeja trabalhar na área, necessita passar por uma redação, produção, assessoria, seja de jornal impresso, TV, rádio, etc.

REC: Seu curso é a realização acadêmica que você pensou-sonhou? E na pratica é o que esperava?
Janaína: É sim. Na prática já me surpreendi um pouco. É um serviço difícil, onde se trabalha com o tempo, apuração, pressão para entregar matérias antes de fechar o jornal. Na redação é tudo muito corrido, não sabia que era assim. No entanto, quando se gosta de um trabalho, mesmo com esses entraves, ele se torna prazeroso. O jornalismo é mesmo o que quero para mim.
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Hot dog do Amauri, o point do UniCESP


Com direito a cardápio personalizado, Amauri Cordeiro transformou sua barraca de cachorro-quente em lugar de sucesso, sempre lotado


por Viviane Paganotte



A propaganda corre daquela forma antiga, sem o auxílio de televisão, rádio ou jornal. Um cliente satisfeito conta a novidade para o amigo, que se transforma em outro cliente satisfeito. Em pouco tempo, a corrente está feita e é capaz de transformar uma simples carrocinha de cachorro-quente em point.

Assim começa a história de Amauri Cordeiro (ex-caminhoneiro) e Nilza Maria (ex-bancária) donos de um dos mais badalados pontos de comida de rua do Distrito Federal. Os pequenos vendedores montaram uma tenda em frente a faculdade UniCESP, do Guará I, sem muita pretensão e conseguiram juntar muito mais que um punhado de consumidores fiéis. Transformaram o lugar num verdadeiro lugar de encontro.

O ex-caminhoneiro Amauri Cordeiro, diz que sua relação com os estudantes da faculdade ultrapassa os limites da formalidade e entra na esfera da amizade. "Meu relacionamento com os estudantes é de pura amizade e carinho, pois toda e qualquer comemoração que eles fazem o lugar escolhido é minha barraquinha".

Sua companheira Nilza Maria completa dizendo que "aqui os alunos vêm para matar aula, comemorar aniversários, pedir que providenciemos pequenas festas surpresas". A amizade é tanta que ex-alunos da faculdade já formados e em franca atividade no mercado de trabalho, voltam ao local .

Amauri Cordeiro e Nilza Maria o simpático casal, donos "Hot dogo do Amauri" alegram os estudantes sempre que podem. Muitos ainda vêm trazendo mulher e filhos. "Adoro o cachorro-quente do Amauri, além do ambiente ser muito bom, é ao ar livre'', diz o ex-aluno do curso de administração Erico Ribeiro, 37.

Lanchonetes assim, que começaram no improviso e que não precisam de investimentos em esquemas de publicidade para fazer sucesso, estão na boca do cliente. "Me vê um Cachorro aí!'', grita a jovem estudante universitária Noemi do curso de jornalismo. Não é uma piadinha de adolescente com hormônios em ebulição. A frase funciona como pedido para um dos melhores hot dog's de Brasília.

"Nossos clientes são uma extensão de nossa família e atendê-los bem é um compromisso que temos e que fazemos questão de cumprir.... Daqui a pouco, vamos criar o sanduíche do Amauri'', anuncia a proprietária Nilza Maria, em referência ao seu companheiro Amauri Cordeiro.


...

No dia 13 de julho, primeiro dia da 40ª edição do Festival de Inverno da UFMG, em Diamantina, haverá uma série de eventos que têm início às 17h, no Auditório do Instituto Casa da Glória, com a abertura oficial.
Em seguida, às 18h, o grupo reunido no Instituto sai no cortejo Andores, de Marcelo Brant, até a Casa de Chica da Silva, onde haverá a abertura das exposições D.R.A., de Antônio Araújo, e Andores, de Brant, às 19h. Para saber mais clique aqui

Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia



A Universidade Católica de Brasília abriu inscrições para o 1º Processo Seletivo 2008 do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências Genômicas e Biotecnologia. Serão oferecidas 15 vagas para o nível de Mestrado e 5 vagas para o nível de Doutorado.
Os interessados podem se inscrever até o dia 16 de julho de 2008.


Para mais detalhes:

Vestibular da UnB se expande


A expansão da Universidade de Brasília (UnB) já começou a mostrar que valeu a pena. Além do campus no Plano Piloto, a UnB está presente também em Planaltina, Ceilândia e Gama. Veja os cursos abaixo.
Ceilândia
- Enfermagem
- Farmácia
- Fisioterapia
- Gestão em Saúde
- Terapia Ocupacional
Gama
- Engenharia Automotiva
- Engenharia de Energia
- Engenharia de Software
- Engenharia Eletrônica
Planaltina
- Ciências Naturais
- Educação do Campo
- Gestão Ambiental
- Gestão do Agronegócio

O projeto de expansão visa ajudar os estudantes das regiões próximas a seus campi. Para isso, concede 20% de bônus na nota final do vestibular àqueles que cursaram pelo menos dois anos do ensino médio em escolas das seguintes localidades:


Campus da Ceilândia - Ceilândia, Taguatinga, Gama, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Recanto das Emas, Samambaia, Brazlândia e SCIA (Estrutural) e os municípios de Padre Bernardo/GO e Águas Lindas de Goiás/GO.


Campus do Gama - Gama, Santa Maria, Ceilândia, São Sebastião, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Riacho Fundo II e Samambaia, e os municípios de Luziânia/GO, Valparaíso de Goiás/GO, Novo Gama/GO, Cidade Ocidental/GO e Santo Antônio do Descoberto/GO.


Campus de Planaltina - Sobradinho, Planaltina, Brazlândia, Sobradinho II, Itapoã, Paranoá e Varjão e os municípios de Formosa/GO e Planaltina de Goiás/GO.



PROVAS
26/07/2008

Língua Estrangeira, com 30 itens;
Linguagens e Códigos e Ciências Sociais, com 120 itens;
Redação em Língua Portuguesa.
27/07/2008
Ciências da Natureza e Matemática, com 150 itens.

Fonte: http://www.unb.br/

Diplomados que atuam em outra área


por Edvaldo Alves


Anos de estudo e muitos graduados não atuam na área que se formou em que se formaram. Em Brasília existem mais de sessenta instituições de nível superior. Algumas nem precisam de presença física do aluno, são aquelas faculdades com ensino virtual.

Ter o diploma não significa necessariamente à realização de um sonho. O sonho da maioria das pessoas é o funcionalismo público; o emprego estável e bem renumerado.

Trabalhar pouco e ter qualidade de vida, é a meta da grande parcela dos estudantes universitários brasilienses. Podemos observar nos cursinhos preparatórios a grande procura. O tecnólogo Edson Chaves, 37, concluiu os estudos acadêmicos no ano passado, mas atua em outra área completamente diferente da sua formação. Ele é assessor parlamentar federal há 13 anos, cargo de confiança.

Segundo Edson seu interesse foi garantir um diploma para, num futuro próximo, tentar passar em algum concurso público na área de informática. “Formei em rede de computadores, porém minha meta é ingressar aqui na Câmara Federal, na área de informática, mas, pode ser em qualquer outra área também. Com meu diploma, que é de tecnólogo posso tentar um concurso de nível superior”, afirma Chaves.

Esse é o perfil da maioria dos universitários brasilienses. De acordo com o Cespe, responsável pela maioria das provas de concursos em Brasília, cerca de 60% dos formados não atuam em sua área de formação. Outro fato curioso é em relação aos bacharéis em direito. Eles são obrigados a fazer a prova da OAB, o famoso “exame da ordem”, e muitos não conseguem passar, e, conseqüentemente, viram concurseiros de carteirinha.

Debate sobre a lei de inovação paulista





A Agência da Universidade de São Paulo - USP de Inovação, dará prosseguimento no dia 16 de julho, ao Ciclo de Palestras sobre Criatividade, Inovação e Empreendedorismo, vai realizar o evento Lei de Inovação Paulista e seus Impactos na Pesquisa, das 11h30 às 12h30, na Sala Bandeirantes do Prédio da Engenharia Civil da Escola Politécnica (Poli) da USP (andar superior).

Os debatedores serão Susana Costa, advogada especialista em contratos, com atuação na área de direito intelectual, e Paulo Roberto Trautevein Gil, advogado especialista em Direito do Trabalho, com atuação na área de propriedade intelectual.

A palestra será transmitida no site www.usp.br/iptv . Quer saber mais? Veja aqui

quinta-feira, 10 de julho de 2008

CINECLUBE UNICESP


O projeto Cineclube vai apresentar no dia 10 de julho o filme "Doutores da Alegria".


O filme mostra situações engraçadas e cenas tocantes de "um novo ramo da medicina chamado de besteirologia" criado pelos doutores da alegria.


O projeto é uma iniciativa do curso de Tecnologia em produção em Audiovisual e busca divulgar o cinema nacional e prestigiar produções dos alunos da instituição.


Após as exibições, que acontecem mensalmente no auditório do Campus do Guará I, os alunos poderão ainda participar de debates mediados por professores e especialistas.


Grande Oportunidade

Os estudantes do Unicesp podem ter suas matérias publicadas em um jornal de grande circulação. A instituição estabeleceu convênio com o Jornal de Brasília, que reserva duas vezes por semana espaço para material produzido por alunos e professores.

A coluna é publicada às terças-feiras e aos sábados. Na terça, o tema é livre, aos sábados as matérias são voltadas para o Unicesp. O propósito é divulgar semanas especiais, trabalhos de monografia, cursos e eventos da instituição.

Para o estudante de jornalismo, Felipe Rodrigues, a novidade pode propiciar aos alunos do curso, além de espaço para divulgar seus textos e projetos, uma visibilidade em relação ao mercado de trabalho.

Para participar envie seu trabalho para ascom@unicesp.edu.br. Mais
informações pelo telefone 3383-9522 ou 3383-9507.
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Trote: diversão ou absurdo?

Por José Pedro
Quando você consegue passar no vestibular é uma alegria muito grande. Contudo, aos que ingressam nesse novo mundo, tem uma “prova” muito complicada que é imposta pelos veteranos: o chamado “trote”.

Trote no dicionário Aurélio significa “zombarias dos alunos veteranos de uma escola sobre os calouros”. Nem todo mundo sabe, mas o trote Universitário começou na idade média, mais precisamente no século XIV, quando os calouros eram encaminhados aos vestíbulos (origem da palavra vestibular) para raspar os cabelos. Naquela época era muito grande a incidência de doenças, sobretudo a peste.

Pelo mundo, também há muita incidência de trotes, os mais variados possíveis como, por exemplo:

França: Os calouros eram submetidos a um julgamento, com direito a pagamento de um banquete ao reitor, tesoureiro e alguns veteranos eram convidados.
Alemanha: dois veteranos se colocavam como enfermeiros e médico, pegavam o calouro, tiravam sua roupa, cortavam o cabelo, arrancavam os pelos do nariz, e esfolava o rosto da vítima
Inglaterra: depositava livros, e fazia um discurso nu em cima de uma mesa na frente dos veteranos.
Portugal: eram feitas ações com muita violência, humilhação e extorsão.

A chegada do trote ao Brasil aconteceu no século XIX
quando os portugueses implantaram os cursos universitários


Crédito: marcoscostaob.blogspot.com

Possuem vários tipos de trotes, os aparentemente inofensivos como somente raspar o cabelo, ganhar banho de coisas como farinha, café, ovos, catchup, entre outros. Elisa Souza, estudante de Administração na Universidade Federal de Uberaba, diz ter passado por um trote muito humilhante e que batalha para parar com esse tipo de situação. “Tacaram tinta em mim, além de café, catchup, leite e muitas outras coisas. E, também, me pegaram por trás, me espancaram. Está muito difícil superar, e acho que as pessoas que passarem no vestibular, com certeza, não vão se deixar abater e conseguirão terminar com essa palhaçada.”



Crédito da foto: denelope.blogspot.com




Também têm os trotes humilhantes como beijar cabeça de porco, adorar uma pedra, pedir esmola embriagado numa rua importante da cidade. E outros são para machucar, como jogar óleo quente, esmurrar muro, tomar pedradas, serem espancados ou linchados.



Rodrigo Souza, ex-aluno do curso de artes da UNB, diz ter passado por maldades e humilhações no trote em que foi vítima. “Simplesmente eu não quis participar do trote, daí eu sofri muitos ferimentos porque eles (os veteranos) me bateram muito, eu não tive como me defender, foi simplesmente horrível.”

Ugo Luis Boattini, Edilson Hsueh, George Parreira Mattos, Carlos Alberto de Souza entre outros, não tiveram como começar a estudar numa faculdade porque abandonaram o curso ou morreram por causa do trote.

De acordo com os veteranos, três palavras justificam a ação dos trotes: a) a tradição: Todos fazem, por isso continua durante as gerações; b) brincadeira: Por ser um momento de descontração; c) integração: é o modo que unir veteranos e calouros.

No ano de 1999, a Justiça Federal e as universidades se uniram para criar uma nova forma para o “trote”, o chamado trote solidário. Em vez de dar dor e sofrimento os calouros, as duas partes se unem para fazer vários tipos de atividades solidárias, como visitar idosos no asilo doando alimentos, agasalhos e tempo para conversar, ir a uma creche fazer brincadeiras com as crianças por durante várias horas levando tudo que foi arrecadado. E, há, ainda, o trote cultural no qual os calouros e veteranos se organizam para fazer um evento que reúne shows, palestras, oficinas, proporcionando muita educação e integração.


Observem o que o trote pode ocassionar numa faculdade:

Uma tentativa de trote terminou em tumulto nas Faculdades Santo Agostinho, segunda-feira (18) à noite, em Montes Claros. Os veteranos do curso de Engenharia Ambiental tentaram entrar numa sala de aula para realizar o trote nos novos alunos.

Entretanto, a professora que estava na sala não aceitou a entrada. Começou uma confusão na porta da sala, com os estudantes vaiando a professora. Depois, alunos de outros cursos foram para o local, aumentando o tumulto.

A Polícia Militar foi acionada. Segundo o estudante Gustavo Xavier Ferreira, do terceiro período de Engenharia Ambiental, chegaram ao local 12 policiais, em quatro veículos. Os PMS interferiram e conseguiram retirar os veteranos da porta da sala. Apesar do tumulto, não houve feridos.

Gustavo Xavier revelou que os veteranos estavam dispostos a aplicar o trote de maneira pacífica, sem constranger os calouros. “A intenção era apenas recolher algum dinheiro com eles para, depois, sair todo mundo para um barzinho e tomar uma cerveja”, declarou.

Ele disse que parte dos universitários reclamou do fato de os PMS entrarem na faculdade segurando armas. Na terça-feira, por intermédio da sua assessoria de imprensa, a direção das Faculdades Santo Agostinho, informou ter considerado o episódio “um fato normal” em que não houve nenhum prejuízo, tanto para a instituição como para os estudantes.
Fonte Bastidores do Crime



Para que fazer tudo isso, só para conseguir dinheiro para tomar uma cervejinha?


Com todos os exemplos apresentados podemos pensar numa coisa: será que o trote é uma boa forma de “boas-vindas” para as pessoas que sonham com uma faculdade?
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Preconceito ou orientação?


Por Thaísa Franco



A opinião dos pais, na escolha do curso superior dos filhos, é tão importante quanto à própria vontade de começar a estudar em uma universidade. Muitos jovens que estão prestes a concluir o ensino médio sentem dificuldade na escolha da sua futura profissão. É nessa hora que a família se torna fundamental para apoiar a escolha.


Existem vários exemplos em que os jovens seguem a mesma profissão do pai ou da mãe, muito mais pela convivência e educação adquirida ao longo de sua vida do que por realmente procurar entender o próprio perfil.


Em algumas situações isso pode ser frustrante para o jovem, que às vezes tem um outro feeling e não o segue por conta dos pais que o criaram para seguir os seus conceitos. Há alguns anos, o grande sonho dos pais era ter seus filhos formados em Direito ou Medicina. Mas com o surgimento de novos cursos, tão bem conceituados quanto os citados, os jovens têm vários caminhos a seguir, muitas opções à sua escolha.


Nestes tempos capitalistas, escolhas que não dão dinheiro - tais como artes, música, teatro e outras profissões chamadas "alternativas" - são demolidas pela família que deseja o "sucesso" e "felicidade" do pupilo. Em outras palavras, não dá para se formar em curso "sem futuro"...
Por isso, existem ainda muitos pais conservadores, que permanecem escolhendo o futuro dos seus filhos, apesar dos jovens de hoje serem muito bem informados, e usuários cada vez maiores dos meios eletrônicos.

São informações instantâneas que fazem parte do mundo atual e que servem de auxílio para se saber o que fazer nesse mundo que só tende a evoluir. Então, os pais devem dar sua opinião? Talvez, mas com respeito para deixar o jovem livre para sua escolha profissional, pois isso lhe dará mais responsabilidade e confiança em si mesmo.

Piso salarial: sua importância para o jovem estudante

Por Thaísa Franco

Uma das grandes preocupações dos universitários que estão se formando é a questão salarial. As mensalidades dos cursos superiores ficam cada vez mais caras e o mercado de trabalho mais difícil. O salário deve ser pautado desde o início do curso, para o jovem não sofrer com as conseqüências no futuro, é bom ser alertado assim que entra na faculdade.

O piso salarial dos administradores, por exemplo, está em R$950, e o curso de administração custa em média R$700,00 por mês. A estudante de administração Priscila Cardoso, 28 anos, está se formando neste semestre e não está preocupada com o salário. “Estou me formando, e tenho uma visão a longo prazo do que vou ter como administradora. Acho que quem faz o salário é a própria pessoa, temos um leque de oportunidades, basta saber aproveitá-las da forma correta”, diz a estudante.

Já no jornalismo, o piso salarial para quem pretende trabalhar em jornais impressos é de R$1.478,80. Na área de mídia eletrônica é de R$1.244,51. Isso no Distrito Federal, que tem um dos melhores pisos salariais na área de jornalismo em todo o Brasil. De acordo com a jornalista recém-formada, Marina Paula, 21 anos, que desde o início do curso fez estágios na área, disse que é essencial ter experiência para melhorar o currículo. “Muitos estudantes não têm experiências ao longo do curso e, principalmente na área de comunicação fazemos uso dessas informações adquiridas nos estágios. Isso contou muito para a gratificação que recebo hoje. No meu caso foi de essencial importância, apesar de não ter carteira assinada” ensina a jornalista que atua na mídia impressa.

Para os professores houve recentemente um reajuste no piso salarial, que foi alterado para R$950,00. A mensalidade do curso de pedagogia custa em média R$650,00. “O salário divide opiniões, pois a responsabilidade de um professor é muito grande. Trata-se de educação para crianças e adolescentes, fase em que o ensino é de fundamental necessidade para o restante da vida acadêmica das pessoas”, orienta a assistente social Juliana Nunes.


As variações salariais são muitas nos diversos cursos. Uma das preocupações, da maioria dos jovens e estudantes universitários é se depois de concluído o curso irá conseguir um emprego que seja bem remunerado e que esteja de acordo com o piso salarial da categoria.

Essa é a situação em que passa Leandro Vilar, de 27 anos, que se formou em Processamento de Dados há aproximadamente dois anos, e até hoje não conseguiu um emprego de acordo suas expectativas. “O mercado exige muito além do curso superior, querem cursos e mais cursos dentro da minha área, o que tem um custo muito elevado, e se torna difícil de manter”, desabafa o analista.

Uma das opções procuradas pelos estudantes recém-formados, é fazer um curso de especialização ou pós-graduação, para melhorar sua qualificação profissional e, com isso, ir à luta por um emprego que esteja à altura do investimento feito na faculdade.
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V Simpósio Internacional de Estudos Gêneros Textuais - SIGET

O Siget é um evento que congrega pesquisadores, professores e profissionais envolvidos no estudo dos gêneros textuais. Devido ao caráter interdisciplinar do objeto de estudo (gêneros textuais), o evento tem interessado pesquisadores de diversos ramos da lingüística teórica e aplicada (analistas de discurso, estudiosos do texto, da conversação, da enunciação, formadores de professores), bem como profissionais e pesquisadores de outros campos (pedagogia, psicologia, sociologia, comunicação, terminologia, tradução, etc.).


Temas
Gêneros textuais: perspectivas epistemológicas e metodológicas
Gêneros textuais e ensino de línguas
Gêneros textuais e formação de professores
Gêneros textuais e instâncias profissionais
Gêneros textuais e letramento
Gêneros textuais e mídia

Estrutura
Palestras*
Mesas-redondas*
Painéis*
Minicursos*
Comunicações coordenadas
Comunicações individuais
Pôsteres
Atividades culturais

* A nominata dos convidados para essas modalidades será divulgada a posteriori.

Realização
Universidade de Caxias do Sul – UCS de 11 a 14 de agosto de 2009.




Público-Alvo
Pesquisadores do ramo da lingüística (analistas de discurso, lingüistas aplicados, estudiosos do texto, da conversação, da enunciação etc);
Profissionais e pesquisadores de outros campos (pedagogia, psicologia, sociologia, comunicação etc).
Professores da educação básica, alunos de pós-graduação e alunos de graduação

Carga Horária
40 horas

Local
Universidade de Caxias do Sul
Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil



Fonte aqui

Universitários atenção!



A famosa cervejinha no fim da aula, ou no intervalo, melhor dizendo DURANTE algumas disciplinas, foi quase abandonada pela nova lei do trânsito e suas punições severas (com toda razão).
Como empresário que é bom não dorme no ponto, já surgiu em Brasília a "Escolta amiga". Foi para o boteco e bebeu? Chame a equipe de "socorro".
Não se esqueça: beba com moderação e estude com afinco para ser um profissional especializado em outro destino!

Diploma x emprego

Falta de experiência profissional dos jovens para o mercado de trabalho está entre uma das principais causas do desemprego





A pesquisa ainda mostra que o desemprego entre os jovens brasileiros de 15 a 24 anos é 3,5 vezes maior que entre os adultos com mais de 24 anos. Em 1995, a taxa era de 2,9 vezes e em 1990, 2,8. Os dados mostram que em 2006, a taxa de desemprego era de 5% entre os adultos de 30 a 59 anos; de 22,6% entre os jovens de 15 a 17 anos; de 16,7% entre 18 e 24 anos; e de 9,5% entre 25 e 29 anos.

Segundo Roberto Gonzalez, pesquisador do Ipea, uma das hipóteses que justificam a maior dificuldade dos jovens para ingressar no mercado de trabalho é o preconceito das empresas em relação aos trabalhadores menos experientes. "O mercado de trabalho melhorou no Brasil nos últimos anos, mas a melhora foi menor entre os mais jovens, o que justifica a necessidade de políticas públicas para tentar assegurar o lugar desses trabalhadores no mercado", disse.

Realidade

Para a recém-formada em Produção Audiovisual pelo UniCESP, Juliana Gonzaga, 22 anos, a falta de abertura do mercado para os jovens inexperientes dificulta a qualificação profissional. “Se não tivermos a chance de termos o primeiro emprego, nunca teremos a chance de competir com pessoas mais qualificadas”, observa Juliana.

Segundo a jovem, diante dessa realidade, os programas de estágios e jovens aprendizes se tornam fundamentais para a qualificação ou especialização daqueles que procuram seu primeiro emprego. “Os programas de estágio continuam sendo os principais portões de entrada da multidão de mais de 400 mil jovens que trocam os bancos escolares por empregos todo ano e a esperança para os mais de 3 milhões que cursam a universidade”, considera.

A contratação de estudantes como estagiários, amparada por lei que estimula as empresas a abrirem espaço aos aprendizes, torna o programa atrativo e, se bem administrado, também um bom investimento para empresas e estagiários. Uma das principais exigências de mercado, com exceção dos programas de trainees, é experiência, que pode ser adquirida por meio do estágio. O estudante que opta por não estagiar ou aquele que não tem essa oportunidade enfrenta mais dificuldades para chegar ao emprego formal em sua área.


Capacitação

Para o presidente da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje), Marcelo Azevedo dos Santos, a política governamental ainda é uma barreira para o crescimento empresarial, o que poderia proporcionar a abertura de novos postos de trabalho. “Entretanto, acredito que o fator relevante do desemprego é a falta de capacitação. Isso porque as vagas já abertas permanecem ociosas, em razão de falta de profissionalização dos jovens. São vagas que necessitam de capacitação, principalmente nas áreas da construção civil e indústria pesada”, explica Azevedo.

O presidente ainda ressalta que o problema do desemprego tende a ser mais acentuado entre os jovens do que no restante da população em todo mundo e o crescimento do desemprego entre os jovens reflete a expansão geral do problema em todas as faixas etárias.

Segundo Azevedo, investimentos em empresas, tanto no que se refere à criação quanto ao incremento, podem ser alternativas para a geração de postos de trabalho. “Porém, mesmo os empreendedores precisam capacitar-se para que suas empresas possam ter longevidade no mercado. A própria cultura empreendedora, caso fosse difundida, desenvolveria o próprio interesse dos jovens em investir em capacitação”, diz o presidente.

Investimentos

Uma das alternativas apontadas para a diminuição dos empregos entre os jovens é o empreendedorismo, que começou a ganhar força no Brasil a partir da década de 90, durante a abertura da economia.

No relatório publicado pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o Brasil figurou entre as nações onde mais se iniciaram empresas. O país registrou uma taxa de empreendimentos na ordem de 11,3%, ficando na sétima posição da pesquisa. Ainda segundo os dados, o Brasil ocupou a 14ª posição na razão da taxa de empreendimentos com mais de quarenta e dois meses iniciais, o que mostra ser pequena a representação das empresas que se mantém por mais tempo, ou seja, é o período considerado capital para a sobrevivência do empreendimento. No ranking do empreendedorismo por necessidade, o Brasil ocupa a 4ª posição.

Há 7 anos Flávio Silveira, formando em Jornalismo pela Universidade Católica de Brasília (UCB) viu a possibilidade de se manter fora desses índices de desemprego. “Criei a minha própria empresa porque sei que essa é uma das soluções mais viáveis para os jovens licenciados, que encontram cada vez mais obstáculos para conseguirem entrar no mercado de trabalho”, explica o empresário.

“O povo brasileiro é motivado a empreender pelo desemprego, pela falta de reconhecimento na empresa onde trabalha, ou pela baixa remuneração. Na maioria das vezes, o empreendedor abre uma empresa levado pela necessidade de se inserir no mercado de trabalho. O uso adequado da informação conduz ao conhecimento. O conhecimento bem aplicado leva ao sucesso”, explica Silveira.

Segundo ele, a alta carga tributária e a necessidade de crédito não são os principais fatores responsáveis pelo fechamento de uma empresa. “A falta de planejamento somado ao desconhecimento do negócio são fatores que, com mais freqüência, levam ao empreendedor a encerrar a atividade. Assim, as informações constituem-se num valioso instrumento para planejar e coordenar as políticas administrativas salutares a qualquer tipo de empreendimento. Para se obter sucesso empresarial se faz necessário planejar bem, definir objetivo e metas, saber com clareza aonde, quando e como chegar ao resultado esperado”, finaliza o empresário.
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O Sacrifício que compensa

Brasília, megalópole do futuro

Para chegar ao trabalho ou à faculdade

o brasiliense faz uma verdadeira via-crúcis



Por Ronaldo Tadeu



Uma hora e meia. Pode não ser muito tempo, mas dependendo do que se vai fazer parece uma eternidade. Para assistirmos a uma partida de futebol, um filme no cinema, namorar, lavar o carro e tantas outras coisas mais seria suficiente.


Porém, para a operadora de caixa Ana Paula Carolina, estudante do Unicesp, uma hora é o tempo que leva de sua casa no P Sul, Ceilândia, à faculdade no Guará apesar das três opções de itinerários. “Da minha casa ao trabalho posso ir pela estrada Parque de Taguatinga (EPTG) e pela Estrada Parque do Núcleo bandeirante (EPNB). Mas na maioria das vezes vou pela via Estrutural que é mais rápida e pego um só ônibus. Nesse percurso levo em torno de 40 minutos até a Asa Norte. Na volta é um sacrifício, gasto uns trinta minutos para ir até a rodoviária do Plano Piloto e pegar o metrô. Dai levo mais vinte minutos para chegar à faculdade”, relata.


Mesmo com todo esse contratempo, Ana Paula não considera a faculdade longe. Ela faz esse trajeto de segunda à sexta-feira e atribui a dificuldade e a demora ao grande fluxo de veículos no trânsito, que está cada vez mais lento.


De acordo com o Correio Braziliense do dia 11 de junho de 2008, na manhã do último dia 10 Brasília ultrapassou a marca de um milhão de veículos, tornando-se a terceira maior frota de carros do Brasil e a quinta da América do Sul. A capital da república não foi planejada para ter tantos carros assim.

Douglas Bonfim, locutor


O locutor de rádio e também estudante do Unicesp Douglas Bonfim relata que optou pela moto como meio de transporte devido aos constantes congestionamentos nas avenidas do DF e o alto preço da passagem de ônibus, já que é morador do P Norte. “Antes eu ia de carro todos os dias pra faculdade, mas estava chegando muito atrasado, sempre tinha engarrafamento no meu trajeto e eu gastava cerca de uma hora para chegar. Embora eu me preocupe com o risco de acidente preferi a moto, pois ela facilita meu deslocamento e é mais prática”, afirma.




O governador do Distrito Federal Jose Roberto Arruda autorizou um pacote de obras que irá expandir as principais vias de acesso do DF e a construção de viadutos de ligação, o que tornará mais rápido o trânsito desta grande metrópole. Por outro lado, morar próximo à faculdade ou estudar perto de casa, tem sido a estratégia de muitos universitários que precisam trabalhar durante o dia para conseguir freqüentar um curso superior à noite.






Débora de Sousa faz parte desse grupo que está cada vez maior no Distrito Federal. Ela fazia faculdade no Guará e mora em Águas claras, próximo ao Pistão Sul. Com a dificuldade de locomoção que se tornou constante nas vias do DF ela se transferiu para uma faculdade mais próxima de sua casa, “Estava ficando muito cansativo pra eu trabalhar e estudar longe de casa. Eu deixo a faculdade muito tarde e várias vezes perco o ônibus: se vou de carro tenho problemas no trânsito que está sempre congestionado. A solução foi mudar de faculdade. Hoje posso ir sem carro para as aulas”, conta Débora que se forma no final de julho.




A vida acadêmica inevitavelmente, incluiu mais este quesito que tem modificado os planos de muitos universitários. Sobretudo em Brasília, que vê sua população crescendo a passos largos. Espera-se que ao término desse nobre objetivo muitos, dos então bacharéis e doutores, tragam uma proposta que facilite o acesso de outros estudantes à faculdade.



Dicas imperdíveis!


O site Link Zero foi criado para reunir oportunidades de emprego para jornalistas. Mas traz também dicas de oficinas, cursos e workshops na área de comunicação.
Criado por Alexandre Sena, 33, jornalista (e bom marketeiro de si mesmo) que trabalha com produção de conteúdo para internet, o site traz notas de todo o Brasil.
Provavelmente alimentado por empresas e dicas de outros internautas, serve como um “grande classificados” na área do jornalismo.
Além do site, Sena faz sua propaganda pelo Twitter.
Vale à pena conferir.

Faculdades investem no esporte e atletas colecionam vitórias



A bolsa atleta é a oportunidade que muitos esportistas encontram para
concluírem o Ensino Superior sem precisar abandonar o esporte
Por Guilherme Timóteo



Investir na formação acadêmica sem deixar de lado a dedicação ao esporte é o que leva muitos vestibulandos a optarem pela bolsa atleta concedida pelas principais faculdades e universidades do país. Em pleno vigor desde 2006, a nova Lei de Incentivo à cultura (Lei 11.438/06) tem estimulado várias entidades públicas e privadas a concederem incentivos para aqueles que representarão a instituição em competição no exterior.

Usado da forma correta, este marketing esportivo agrega força à faculdade por meio a à faculdade por meio do esporte, tais como liderança, trabalho em equipe e superação. “O esporte vincula a faculdade a uma imagem vitoriosa”. Afirma o coordenador de esportes da faculdade Upis, Flávio Thiessen. Segundo Thiessen, o objetivo da bolsa atleta é voltado para a questão social, somente depois leva-se em consideração a projeção comercial da empresa.

Aluna desta instituição, Ângela Lavalle, 24 anos, atleta do vôlei de praia e aluna do 8º semestre de administração, afirma que o recurso financeiro proporcionado pela faculdade foi imprescindível. “Não recebo salário para jogar. A bolsa atleta foi um grande incentivo”. Mãe de um garoto de cinco anos, Ângela também alerta para outro ponto importante, a curta duração da carreira de atleta. “No vôlei, joga-se normalmente até os 40 anos. Quando eu parar, poderei atuar na área administrativa. Isso é muito bom para quem se dedica ao esporte e sabe que um dia terá que parar”.


Para o coordenador do curso de educação física da faculdade Unieuro, Alessandro de Oliveira, a melhor forma de modificar a sociedade é por meio do incentivo ao esporte. “O esporte constrói o caráter do ser humano”. A faculdade, que atua de forma relevante no setor, patrocina eventos que aliam saúde a pratica de exercícios físicos.

Um dos grandes destaques da universidade é Antônio Delfino de Souza, medalhista no Parapan 2007. O para-atleta quis ampliar o conhecimento na área esportiva e engrenou no curso de Educação Física da instituição. “Vou usar o conhecimento prático nas aulas teóricas e conquistar além de medalhas, vitórias na minha vida pessoal”.



Outra instituição reconhecida pelo investimento pesado em marketing esportivo é a Universidade Católica de Brasília (UCB). Nome como César Castro projeta a UCB. Principal destaque da delegação brasileira, ele tem chance de medalha na prova do trampolim de 3 metros em Pequim. Atual sétimo colocado no ranking mundial, foi o primeiro brasileiro da modalidade a assegurar o lugar nas Olimpíadas ao se classificar para a final da prova no Mundial de Melbourne, no ano passado.

Além de contar com atletas de renome, a universidade realiza projetos como o UCB Beijing 2008. Coordenado pelo professor da área de comunicação, Aylê- Salassié, um grupo formado por professores, alunos e egressos da Universidade Católica de Brasília realizarão a cobertura jornalística das Olimpíadas 2008.
Competições sejam regionais ou nacionais e eventos de grande porte como os Jogos Olímpicos envolvem sentimentos de uma grandeza insuperável que só o esporte pode oferecer. Adrenalina, alegria, conquista, vibração e emoção. Aventura e poder. Esporte produz entretenimento, paixão.

Pedal de futuro


Treinos diários que exigem disciplina e esforço. Por trás de cada podium, horas de dedicação ao pedal. Esta é a rotina dos atletas que fazem parte do projeto “Pedal de futuro”. A idéia surgiu de um empresário de Brasília apaixonado pelo ciclismo, José Roberto Abreu. A iniciativa começou de forma tímida. Por meio de sua empresa, a Neocom, José Roberto patrocinava os atletas destaques do ciclismo brasiliense. A parceria com a faculdade Unicesp veio em 2004.
Inicialmente, a ajuda da instituição se limitava ao apoio material como a doação de camisetas para os esportistas. O investimento maior ficava por conta da empresa de José Roberto. Com o tempo, o projeto engrenou e o Unicesp passou a conceder a bolsa atleta para os “meninos do pedal”. O objetivo é simples: dedicação ao esporte e busca de resultados e em contrapartida, uma bolsa atleta na faculdade parceira.

Com o tempo, a empresa Neocom deixou de patrocinar a maioria dos campeonatos e os atletas tiveram que buscar outros patrocínios. Dentre eles a loja de bicicletas e acessórios (Ciclo miroir) dos irmãos Erik e Heder Vieira, ciclistas que também eram do projeto. Erik permanece na equipe, já o irmão se formou pelo Unicesp e decidiu pedalar apenas por lazer. Agora, além do comércio, organiza os campeonatos de ciclismo pela capital.


O jornalismo como segunda opção

Gustavo, mais conhecido como Chaveirinho, viu no projeto a oportunidade de cursar uma faculdade. Praticante do esporte há 10 anos integra junto com mais sete ciclistas a equipe Unicesp/ Neocom/Ciclomiroir. Estudante do 7 semestre de jornalismo, o ciclista se desdobra entre a rotina dos treinos, o trabalho em uma agência de marketing e a faculdade. No trabalho, horários flexíveis para permitir os treinos e nada de escritório nos finais de semana. O destino nos sábados e domingos é o Lago Sul, ponto de encontro do pelotão do Pedal.


Durante a semana o treino se estende por no mínimo 1 hora e meia. Acompanhado pelo treinador Abraão Azevedo, que monta uma planilha de treinos para ser cumprida, Gustavo segue as orientações buscando sempre aprimorar a técnica. “O Abraão é muito bom. Ele é campeão brasileiro e panamericano de mountain bike”.
Antes de participar da equipe, Chaveirinho foi campeão Brasileiro de mountain bike 2004 e devido a esta conquista foi o beneficiado da bolsa atleta fornecida pelo governo para os anos 2004/2005. “Com o dinheiro da bolsa que o governo ofereceu, eu pude comprar as peças para a bicicleta e de certa forma me manter no esporte”. Outras conquistas do atleta são o campeonato 100 KM Esplanada( 2006), o 3 lugar no campeonato de mountain bike de 70 KM da Ceilândia(2006), campeão do troféu Formosa de Mountain Bike(2005) e campeão da volta da Satélite de ciclismo(2006).






Já trabalhando na área de comunicação, Gustavo é o responsável pela atualização de conteúdo de cinco sites: Mercado Designer, a página do centro comercial Gilberto Salomão, da agência Club In, Club Viajem e do site voltado para os ciclistas, Ciclismo Brasil. Sendo o último de sua total responsabilidade.

Quando questionado sobre a importância da bolsa atleta, Gustavo é enfático ao afirmar que o incentivo foi decisivo para o seu ingresso na faculdade assim como para alguns outros integrantes da equipe. “Alguns dos caras que têm a bolsa não conseguiriam cursar uma faculdade se não fosse por este incentivo”.


Já para o futuro Chaveirinho almeja a estabilidade do funcionalismo público. Com a atenção voltada para os certames da polícia civil e militar diz com certo pesar que em Brasília ainda não existe um ciclismo profissional como em outras capitais e quando questionado se nunca pensou em se mudar da Capital e investir no ciclismo Gustavo desabafa “Já pensei na possibilidade de me mudar para São Paulo e apostar no esporte, mas com o tempo percebi que não valeria a pena.

Não basta ser bom, tem que ser o melhor. É muito sacrifício. Os patrocínios são difíceis e ganha-se muito pouco. Um atleta top ganha por volta de 3 mil reais”. Gustavo não pensa em abandonar o ciclismo.


Unicesp e o apoio ao esporte


“As bolsas atletas fazem parte de um grande projeto social da Associação Educativa do Brasil, a Soebras. Empresa responsável pela administração do Unicesp. Logo implantaremos em Brasília”. Declara a diretora de Relações Institucionais e Convênios do Unicesp, Helaine Melo.

A diretora esclarece que para concorrer à bolsa o vestibulando deve apresentar um projeto relacionado ao esporte que pratica. No documento, deve constar a abrangência da modalidade escolhida e os últimos resultados do atleta em grandes competições locais ou nacionais. As informações são analisadas pelo Núcleo de Assistência da instituição, que verifica a viabilidade do projeto e sua projeção para o mercado. Na seqüência, seguem os tramitem legais. O aluno deve prestar o vestibular e se classificar para o curso escolhido e por último preencher um relatório sócio econômico.

Helaine esclarece que as bolsas podem ser parciais ou integrais, dependendo do projeto e da análise socioeconômica. O aluno beneficiado deve apresentar o rendimento de 75% em cada disciplina e será acompanhado pelo núcleo de assistência social da faculdade.

Questionada sobre o intuito de atrelar a imagem do Unicesp ao esporte a diretora de Relações Institucionais pontua que o esporte é saúde, além de estimular o desenvolvimento intelectual e a auto-estima e lembra que a prática de exercícios é exigência do MEC para a educação básica já para o ensino superior infelizmente não existe esta cobrança.

“Atrelar a imagem do UNICESP a saúde e bem estar dos alunos e familiares, além de demonstrar cuidado e apreço com a comunidade acadêmica vem de encontro com nossa filosofia adotada e implantada em nossos cursos na área de saúde. Lembrando que toda prática de esportes deve ter um acompanhamento e autorização médica”.



Para pesquisa:
Ciclismo Brasil
Lei 11.438/06. Dispõe sobre os incentivos e benefícios para fomentar as atividades de caráter desportivo e dá outras providências.

Lanchonete e ambulantes atraem estudantes para lanches rápidos














Os lanches são variados e despertam estudantes do Unicesp para uma rápida alimentação, tanto na lanchonete interna quanto nas barracas fora da faculdade.


Texto e fotografias por Márcia Helayne

A lanchonete “Sabor Cestas” comporta em um agradável espaço, com lugar para sentar Segundo o atendente Rodrigo Luiz, a lanchonete é de propriedade de dona Rosana e seu Wagner que têm alvará há 12 anos. Ao todo são oito funcionários, todos com carteira assinada e legalizados. “Houve um convite da própria faculdade para que os donos montassem essa estrutura no Campus I. Aqui vendemos salgados, cachorro-quente, caldos, sanduíches naturais, sucos e refrigerantes e até tapioca. O que sai mais são os salgados, seguidos do cachorro-quente e do pão de queijo. Sempre buscamos variar os produtos”, comenta.

Para Rodrigo o maior problema da lanchonete é a concorrência com os ambulantes externos. “É desleal! Pagamos todos os funcionários, são carteiras assinadas, pagamos impostos, pagamos aluguel de tudo que usamos. Lá, infelizmente, não é assim. Eles invadiram uma área e não devem satisfação. Nós devemos satisfação à vigilância sanitária, nosso funcionário tem que estar devidamente e totalmente equipado, temos que ter uma pia... Coisa que lá fora é difícil de se ver um funcionário lavar a mão”, reclama.

A aluna Rebeca Ribeiro, 5º semestre de Jornalismo, disse que prefere lanchar do lado de fora da faculdade. “Prefiro pela qualidade, pelo atendimento e preço. Não sou contra e nem a favor. E até acho que podia ser um pouco melhor. Os preços da lanchonete agora estão na promoção. Está tudo bem, mas normalmente eu acho caro. Os produtos não me atraem nada”, avalia a estudante.

Já Caroline Soares da Silva, do 6º semestre, faz seus lanches em qualquer lugar. “Dependendo lancho lá fora ou aqui dentro. Mas agora, sinceramente, estou lanchando aqui na lanchonete porque está tendo promoção. Em questão de limpeza e qualidade, eu creio que dentro seja melhor, porque a gente está vendo tudo. Aqui é aparentemente mais limpo, e lá fora a gente não sabe como está sendo feito. Mas lá fora também é muito gostoso. O produto é igual, depende do que você vai comer. Lá fora tem uma variedade maior e opções mais gostosas”, afirma.


A estudante Floriana Rodrigues da Cunha aposta na comodidade da lanchonete interna. “É mais perto da sala, o intervalo é curto e acabo comendo aqui mesmo. Raramente como lá fora. Alguns produtos me atraem aqui e outros lá. Por exemplo, lá fora tem um pão com ‘tudo dentro’, que é muito interessante”, compara.

A balconista Andréia Gomes, com carteira assinada há 4 meses na lanchonete “Sabor Cestas”, revela gostar do trabalho, que todos são bem tratados pela Rosana, uma das gerentes, e que possuem um bom relacionamento. Ela diz: “os produtos que saem mais são os salgados assados, refrigerantes e a tapioca. Estou muito satisfeita com meu trabalho”.



João Teixeira, que cursa Aviação Civil à noite opta pelos assados, de preferência o “enroladinho de queijo”. Para ele os preços são acessíveis e a qualidade da lanchonete é boa. “Quando saio direto do trabalho faço um lanche evitando muita gordura. Além disso, prefiro como aqui dentro porque há uma garantia que é: a quem reclamar. Lá fora, nas barraquinhas, a gente não sabe a procedência. Aqui se tiver algum problema, eu vou ter a quem reclamar. Lá fora eu não tenho direito nenhum”, explica.

Na parte externa do Unicesp encontramos outras opções de lanche, como, por exemplo, a barraca de Maria Amélia e Márcio Moreira. “Estamos nesse ponto há dois anos. Antes trabalhava, por cinco anos, em uma bicicleta. Todo esse tempo sem alvará. Ninguém aqui tem, pois a administração não dá. A polícia, às vezes, vem. Só quando o cantineiro vai lá e denuncia a gente, porque está se sentindo incomodado. Ai a polícia só vem quando a fiscalização vem”, revela. Maria gosta de trabalhar na rua porque tem boa clientela e que a pedida maior é pelo sanduíche de pão com carne. “Eu acho os preços bem acessíveis. Da minha parte não existe concorrência nenhuma. Eu tenho plena consciência do que eu faço, quanto ao produto, qualidade e higiene. São mais de 10 anos na rua”, contabiliza.



Vários estudantes engordam a fila dos ambulantes. Maiara Janine, aluna do 1º semestre, diariamente lancha na barraca de Maria Amélia. “O preço é mais acessível. Gosto muito do caldo e das trufas de chocolate que a tia vende”. Armando Araújo de Oliveira, estudante do 5º semestre do curso de computação, analisa o preço menor e a comida caseira. “Uma jantinha depois de um dia de trabalho é muito bem-vinda. Prefiro aqui fora, pois é mais caseiro e a gente fica mais à vontade para comer”. Rafael William Araújo Rola, que cursa o 5º semestre de Administração, concorda com Armando.



Variedade, preço menos, mais liberdade, informalidade quem sabe, são fatores apontados pelos alunos que preferem comer na rua do que na lanchonete “Sabor Cestas”. Com exceção do cachorro-quente, quase um carro-chefe da cantina da faculdade, os clientes das barracas reforçam a fartura de opções e preços.






Nem a higiene é posta em dúvida. “Lá dentro da faculdade gosto muito do cachorro-quente porque aqui fora não tem. Nas barracas têm mais opções. Eu até já fui à casa da moça que faz alimentação, é boa a limpeza dela, pois isso também conta. Não é porque ela está na rua, que tem que ser suja. O preço é mais em conta do que lá dentro, que agora está em promoção para chamar os clientes, mas acho que eles não estão conseguindo porque a qualidade é bem inferior do que a daqui de fora.”, avalia Marlon Eugênio Santos Trajano, do 6º semestre de Administração.


Outros que trabalham na rua são Marluce Nunes e Mateus Luciano, que vendem em um pequeno ponto em frente à faculdade, e temem a irregularidade. Lá se vende fondue, chocolate quente, canjica, caldos, bombons recheados, sucos, sanduíches e salgados. “Estou aqui há uns três anos, e é difícil trabalhar na rua porque a pessoa é autônoma e não tem um lugar regularizado. Sem autorização é ruim e a gente sabe que pode ser removido a qualquer hora. Mas é daqui que estou tirando meu sustento e da minha família. Eu tinha meu emprego, trabalhava, só que depois que fiquei desempregada passei a ser vendedora ambulante”.

Fiscalização, polícia e sobrevivência

“É uma parada indigesta, mas a gente tem que trabalhar para a sobrevivência. Meu ponto fixo é aqui, não está regularizado porque a administração não dá autorização. Não tenho alvará porque desmonta e monta. Só deixo aqui a barraca. Levo tudo e não fica vestígio de comércio nenhum, só as tendas. Alguns anos atrás, devido à denúncia do rapaz da cantina, a fiscalização olhou e disse que da nossa parte não havia nada irregular. Porém, não temos autorização para trabalhar aqui. Sabemos, também, que o trabalho da vigilância é verificar os alimentos que estão guardados. Então eles viram. Foi até bom para mim, porque estava cheio de alunos e eles deram esse parecer. Quando a polícia vem junto com a fiscalização é para poder dar proteção à fiscalização, a polícia não intervém nisso aqui. Eu não me preocupo com a concorrência não, pois cada um tem a sua maneira de trabalhar. O meu trabalho eu faço, sobre o ponto dos outros eu não sei. Sei que o meu é uma coisa bem-feita, com qualidade, caseira, feita pela minha esposa. Trabalho há nove anos e nunca ninguém passou mal. A satisfação para a gente é essa. Quero ganhar meu dinheiro, mas também quero que as pessoas fiquem satisfeitas ao lanchar”, desabafa o ambulante Amauri Cordeiro.


Osmar da Cunha Caetano, autônomo e ambulante na rua, vende pizza e sanduíche. Só na frente do Unicesp ele disse estar trabalhando há seis anos. “Vendo pizza de calabresa, bacon, frango e portuguesa. Eu peguei gosto de trabalhar na rua, pois não pretendo trabalhar de empregado mais não. Quero dizer uma: a idade já foi. Eu que já estou com 55 anos para o mercado de trabalho e já não tem mais mercado para a gente. Então, eu peguei gosto... Assim, eu sinto falta do dia que não venho trabalhar. Sempre vendo aqui, não há alvará por ser área pública. A fiscalização está sempre ai querendo tirar a gente daqui. A fiscalização vem mais por causa da bebida alcoólica. A freqüência das pessoas é boa. Sabemos que a lanchonete da faculdade é que faz, ou andou fazendo, algumas denúncias na administração. E tem mais, não me preocupo com a concorrência em volta, pois todos aqui procuram viver em harmonia para ganhar o seu pão de cada dia”.

No fim das contas, seja na lanchonete localizada dentro da faculdade ou nas "barracas" dos ambulantes, percebe-se que cada aluno tem seu gosto e critério para optar. E, que a escolha geralmente se dá pelo preço, pela pressa, pelo sabor. Não importa o lugar, pois durante os dois, três, quatro anos os quais a aluno ficará estudando, certamente conhecerá todos os tipos de lanche ofertados. Afinal, variar é uma tendência humana! Bom apetite!
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